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Serviço de Diagnóstico por Imagem.
Histerossalpingografia - Indicações e Vantagens da digitalização.
| NOV/DEZ 2003
 

Os primórdios da histerossalpingografia datam do início do século passado, quando, no ano de 1909, Nemenow sugeriu a introdução de uma solução de Lugol no interior da cavidade uterina para se obter uma imagem radiográfica do órgão.
A partir daí, o método passou por uma evolução importante, desde o Teste de Insuflação das Trompas feito por Rubin em 1920, passando pelo uso do Skiodan (uma das primeiras substâncias aqüosas radiopacas) sugerido por Molinengo e Conte em 1933, até chegar aos métodos fluoroscópicos e ao estágio digital dos dias atuais.
Por ser um método não-invasivo, de baixo custo, não utilizar radiação ionizante e permitir excelente visão das estruturas pélvicas, a ultrasonografia tornou-se o método de escolha para
a investigação inicial de maior parte das doenças ginecológicas.
A histerossalpingografia, exame contrastado radiológico, tem, no entanto, um importante papel adjuvante e possui ainda inúmeras indicações, como a avaliação da configuração e da forma da cavidade do corpo uterino, como nas poliposes endometriais; análise de malformações congênitas e, principalmente, a avaliação da permeabilidade das trompas no protocolo de investigação de infertilidade.
A obstrução tubária pode ser secundária a infecções crônicas e a aderências peritubárias, dentre outros fatores. Em relação a histerossalpingografia, já foi observado inclusive que muitas mulheres com infertilidade secundária ficaram grávidas logo no primeiro ciclo menstrual após se submeterem à este exame, por provável desobstrução tubária após o uso do meio de contraste.
A tecnologia digital possui inúmeras vantagens, dentre estas: menor tempo de duração do exame, minimizando o desconforto referido pela paciente durante a realização do procedimento; redução da dose de radiação; e a possibilidade de edição das imagens.

A histerossalpingografia é fundamental na avaliação da permeabilidade
das trompas no protocolo de investigação de infertilidade

Durante o período de 30/08/2002 até 12/08/2003 foram realizados 169 exames neste Setor, sendo 95% indicados por infertilidade.
Destes, 116 foram normais e 53 apresentaram algum tipo de anormalidade.
Dentre os 53 exames alterados, inúmeras alterações foram relacionadas.
Com relação aos resultados apresentados nos exames de histerossalpingografia alterados, observamos que a obstrução tubária unilateral, seguida da bilateral foi a alteração mais encontrada.
Nos casos de pólipos endometriais e miomatose uterina, as trompas encontravam-se pérveas.
Dentre as pacientes com útero bi-corno, três possuíam trompas normais e duas apresentavam obstrução tubária unilateral.
Em quatro pacientes, o orifício externo do colo estava completamente fechado, impossibilitando a realização do exame.

Conclusão
A histerossalpingografia, exame de eficácia histórica comprovada, ainda é utilizada em amplo espectro no estudo da infertilidade, tendo como principal avanço tecnológico a digitalização da imagem, permitindo menor tempo de exposição à radiação e melhor definição da imagem. Análise dos exames de histerossalpingografia, realizados no Centro de Diagnóstico por Imagem da Casa de Saúde São José - RJ

BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA DIGITAL
A tecnologia digital possui inúmeras vantagens, dentre as quais:
• Menor tempo de duração do exame
• Minimiza o desconforto referido pela paciente durante a realização do procedimento
• Redução da dose de radiação
• Possibilidade de edição das imagens

Referências bibliográficas:
KARASICK S., Ehrlich S. The value of hysterosalpingography before reversal of sterilization procedures involving the Fallopian tubes. AJR:153, 1247-1250, Dezembro de 1989.
KARASICK S., Goldfarb A.F. Peritubal adhesions in infertile women: Diagnosis with hysterosalpingography. AJR: 152, 777-779, Abril de 1989.
LEV-TOAFF Anna S., Karasick S., Toaff M.E. Hysterosalpingography before and after myomectomy: Clinical value and imaging findings. AJR 1993; 160: 803-807.
PEREIRA F.C., Lobo Martins P.A. C., Diniz R.L.F.C., et al. Gravidez após histerossalpingografia:casuística. Radiologia Brasileira, volume 32, número 04, agosto de 1999, suplemento.
THOMAS C.C., 1965. Uterosalpingography in Gynecology. Its application in physiological and pathological conditions.
VALENTINI A. L., Muzii L., Maratana R., et al. Improvement of hysterosalpingography accuracy in the diagnosis of peritubal adhesionsAJR: 175, 1173-1176, Outubro de 2000.

 
Veja a(s) foto(s) sobre esta matéria:

Por: Dr. Fabrício Binda, Dra. Alexandra Monteiro, Dra. Cinthya Queiroz, Dra. Esther Labrunie, Dr. João Marchron, Dr. Marcos Nakagima, Dr. Paulo Villar do Valle - Serviço de Diagnóstico por Imagem.
 


 
 
 

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