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O que é o teste da orelhinha?
Teste da Orelhinha, ou Exame de Emissões Otoacústicas Evocadas, é o método mais moderno para o diagnóstico de problemas de surdez no recém-nascidos. O exame é feito no próprio berçário, com o bebê quieto e dormindo, de preferência com 48 horas de vida, antes da alta da Maternidade.

Porque realizar o teste?
Porque você aprende a falar ouvindo! Quando o bebê olha o rosto de sua mãe e escuta a voz, ele aprende sobre o mundo que o rodeia e aprende a se comunicar. Os bebês que nascem com problemas de audição, de um ou dois ouvidos, necessitam receber ajuda especializada até os seis meses de idade, entretanto a maioria só é diagnosticada muito tarde em torno de 3 a 4 anos de idade.

Como é feito?
A triagem auditiva é feita inicialmente através do exame de Emissões Otoacústicas Evocadas. O exame é feito no próprio berçário em sono natural, de preferência no 2º ou 3º dia de vida. A duração é de aproximadamente 5 a 10 minutos, não apresenta contra-indicação, não incomoda e não acorda o bebê. Não exige nenhum tipo de intervenção invasiva, é absolutamente inócuo.

Quem deve fazer?
Todos os bebês, porque a incidência da surdez congênita é bastante alta quando comparada com outras doenças para as quais são realizados testes de Triagem Neonatal, a Fenilcetonúrica (teste do pezinho) 1 em 10.000, Hipotireoidismo 2,5 em 10.000, Anemia Falciforme 2 em 10.000. Em bebês normais a surdez varia de 1 a 3 em cada 1.000, já em bebês de UTI Neonatal, varia de 2 a 6 em cada 1.000 recém-nascidos. A avalização Auditiva Neonatal limitada aos bebês de risco (ex:história de surdez familiar, rubéola, etc...) é capaz de identificar apenas 50% dos bebês com perda auditiva congênita. (NCHAM/97; AAP/99).

 

Recomendações:
Perda auditiva e uma das mais comuns anormalidades presentes no nascimento e, se não detectada impede a aquisição de linguagem, fala e o desenvolvimento cognitivo. Perda auditiva bilateral significativa está presente em aproximadamente 1 a 3 em cada 1.000 recém-nascidos sem risco e aproximadamente, 2 a 4 em cada 100 bebes de risco. Atualmente, a média de idade de detecção de perda auditiva significativa está em torno dos 14 meses de vida, A Academia Americana de Pediatria apoia a declaração do Joint Committee on Infant Hearing (1994), que aprova a meta de detecção universal em todos os bebês de perda auditiva, em bebês até os 3 meses de idade, com intervenção apropriada em até 6 meses de idade.
Os bebês de alto risco registram somente 50% das crianças com perda auditiva congênita. A confiança na observação médica e/ou dos pais não tem sido bem sucedidas na detecção de perda auditiva significativa no 1º ano de vida..." (Newborn and Infant Hearing / Detection and Intervention, American Academy of Pediatrics. V. 103,Feb 1999).

Conduta:
Estudos recentes realizados por Christine Yoshinaga-Itano e col., da Universidade do Colorado, E.U., comprovam que a detecção iniciada até os 6 meses de idade garantem à criança o desenvolvimento social, comparável com as crianças normais da mesma faixa etária. A realização da triagem auditiva neonatal de rotina e a única estratégia capaz de detectar precocemente perdas auditivas que irão interferir na qualidade de vida do indivíduo. Os primeiros 6 meses de vida são decisivos para o desenvolvimento futuro da criança deficiente auditiva. A Triagem Auditiva Neonatal Universal consiste no rastreamento auditivo de todos os recém-nascidos (RN) antes da alta hospitalar. As instituições devem realizar o exame de rotina tanto nos RN da UTI, quanto nos RN do berçário de normais.
O Programa de Triagem Auditiva Neonatal deve constar de 4 etapas:
Triagem ou rastreamento auditivo;
Diagnostico audiológico;
Protetização (indicação, seleção e adaptação de prótese auditiva);
Intervenção fonoaudiológica especializada em audiologia educacional.

Dentre as patologias possíveis de rastreamento ao nascimento, a surdez em bebês possui uma incidência bastante significativa, por exemplo:
Fenilcetonúrica (Teste do Pezinho) (1:10.000),
Hipotireoidismo (2,5:10.000),
Anemia Falciforme (2:10.000),
Surdez (30:10.000), segundo dados do NCHAM/97.

Procedimentos:
Seguindo as orientações internacionais, a GATANU sugere que a Triagem Auditiva Neonatal seja realizada com métodos objetivos de avaliação, garantindo a eficácia do programa. Portanto, aconselhamos que a triagem seja realizada através de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOA) ou Audiometria de Tronco Cerebral (BERA).

Fatores ou indicadores de risco para a surdez segundo o Joint Committee on Infant Hearing (1994):
História familiar de deficiência auditiva congênita; Infecção congênita: Sífilis, Toxoplasmose, Rubéola, Citomegalovírus e Herpes;
Anomalias crâneo-faciais, incluindo as alterações morfológicas de pavilhão auricular e conduto auditivo externo;
Peso ao nascimento < a 1500g;
Hiperbilirrubinemia a nível de exsanguíneo transfusão;
Medicação ototóxica, incluindo mas não limitando-se aos aminoglicosídeos, utilizada ou não em associação aos diuréticos;
Meningite bacteriana;
Boletim Apgar de 0-4 no 1º minuto ou 0-6 no 5º minuto;
Ventilação mecânica por período > 5 dias;
Síndromes associadas à deficiência auditiva condutiva ou neurossensorial.

 
Quem faz?
A equipe é formada por médicos especialistas em Otorrinolaringologia e Fonoaudiólogos especialistas em Audiologia.
Médicos: Anderson Santos, João Teles Jr.;
Fonoudiólogos: Cristina Simonek Ph.D.;
Acadêmicos: Juliana Zeitune.

Objetivos:
Disponibilizar a avaliação auditiva a todos os bebês que nascem na maternidade, através do Exame de Emissões Otoacústicas Evocadas. Informar a classe médica e ao público em geral da necessidade de realização de Avaliação Auditiva em Neonatos.

Estratégias Operacionais:
Neste hospital através de novos estudos e novas informações de como a audição funciona, podemos oferecer o Teste Auditivo para todos os bebês, através de um procedimento seguro, simples e rápido, O Exame de Emissões Otoacústicas.

Acompanhamento de bebês:
Os bebês que falham na Triagem, que é o teste inicial, são encaminhados para o diagnóstico, onde são submetidos a realização de exames complementares: Audiometria Compormental, Impedanciometria, Audiometria de Tronco Cerebral e Exame Otorrinolaringológico. Caso seja constatada uma perda auditiva, é realizado consulta de orientação aos pais, indicação e seleção do aparelho auditivo e o bebê é encaminhado para o processo de intervenção fonoaudiógica, que precisa iniciar até no máximo seis (06) meses de idade.

Consultoria:
O programa é filiado ao grupo de Apoio a Triagem Auditiva Neonatal,
GATANU, que fornece assessoria aos interessados.
 
Triagem auditiva no Brasil:
No Brasil, algumas maternidades realizam a Triagem Auditiva Neonatal com as EOA, prorizando sua realização nos RN que possuem indicadores de risco para a deficiência auditiva. Com o incentivo do orgão americano NCHAM, foi criado no Brasil o Grupo de Apoio à Triagem Auditiva Neonatal Universal - Gatanu, formada por especialistas da área e instituições afins cujos os objetivos são:
Aumentar a consciência coletiva para o problema da surdez infantil no Brasil;
Divulgar a necessidade da relização da Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU), assegurando que o diagnóstico e a intervenção ocorram até 6 meses de idade conforme as recomendações do NIH 1993, JCIH 1994 e AAP 1999;
Normalizar e padronizar o exame de Emissões Otoacústicas Evocadas / BERA e o protocolo TANU;
Cadastrar e/ou credenciar os serviços de Triagem Auditiva Neonatal existentes no Brasil;
Assessorar e programar treinamento na implementação de Programas de TANU;
Programar treinamento inter-institucionais;
Documentar o perfil audiológico das crianças com deficiência auditiva identificadas nos programas de TANU, acompanhando o seu desenvolvimento linguístico, social e cognitivo.

Triagem auditiva nos Estados Unidos:
A Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU), vem sendo utilizada desde 1990 pelo Rhode Island Hearing Assessment Program (RIHAP) no Womem and Infants Hospital of Rhode Island, Providence, EUA, onde foram inicialmente avaliados 12.000 bebês. A análise auditiva dos dados obtidos demonstrou que a incidência de perdas auditivas neurossensoriais é de 5,95 em cada 1.000 nascimentos e não de 1-2 em cada 1.000, como se pensava anteriormente.

Triagem auditiva na Europa:
Em 15 e 16 de maio de 1998 foi finalizada em Milão, a conferência Européia para o Estabelecimento de Consenso em Triagem Auditiva Neonatal (European Consensus Statement on Neonatal Hearing Screening) com a participação de 42 países.
Declaração de Consenso Europeu em Triagem Auditiva Neonatal
Presidente da Conferência: Ferdinando Grandori
Presidente do Comitê Científico: Mark E. Lutman
 
 
 

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Olá, eu sou a CATARINA

Nasci no dia 26 de Julho
às 18:44h com 3,005kg e 48,0cm
 
 
Atenção: Os bebês são fotografados diariamente até às 10:30h e as fotos publicadas até às 15:00h. Aos Domingos e feriados as fotos serão feitas no próximo dia útil. Dúvidas, críticas ou sugestões, entre em contato com o Berçário Virtual, clicando aqui.
 
 

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